domingo, 3 de janeiro de 2016

Fui e voltei.
Ainda vivo!
Fui, queimei e voltei.
O caminhar foi arrastado sobre as pedras pontiagudas.
A persistência foi rasgada por grossos espinhos.

Fui e voltei.
Ainda vivo!
Fui, gelei e voltei.
O flutuar perpassou das ondas mornas às mais geladas.
A vontade deslizou nua nas ruas em neve.

Fui e voltei.
Apesar de vivo
Trago restos de vida.
Restaram-me os ombros cansados com o peso do medo
Rejeição antecipada no coração que simula razão
...

E um nome para a desistência.