No início de uma nobre avenida, surgem, desfilando seus “esbeltos” corpos de meninas, três adolescentes. Enquanto caminham, vão ajeitando as calcinhas para mostrar melhor seus dotes e colocando seus seios em botão à mostra. Uma das calcinhas poderia até servir de coador, a outra já possui certo glamour, pois sua dona, mais experiente, já ganhou o “suficiente” para investir no produto.
Entre alguns poucos carros, que por ali passam no momento, um diminui a velocidade e passa observando. Logo mais na frente ele pára. O casal que está dentro resolve (em pensamento) que a polícia precisa saber o que ali se passa. Um outro carro, com um senhor no volante, passa por ali e olha, e olha e... quase acontece um acidente! Na outra mão vem um carro, desses com um nome difícil de pronunciar, mãe, pai, filhinho de cabelinho lisinho. Filhinha com os dentes branquinhos e olhos azuizinhos. Família cartaz de plano de saúde. Só passam e nem notam que existem pessoas fora do carro. Seus olhos só enxergam pessoas motorizadas, mas, não vale um “fusquinha” qualquer.
Finalmente, alguém que realmente se importa com a situação, passa por elas e logo "percebe" as meninas. Nessas alturas, o cenário já é bem afastado do centro. Então, não tem muitas opções e, por isso, a cena se destaca.
Uma parada, um sinal solidário, suficiente para que as três recebam a gentileza de uma carona.
As meninas, então, ganharam o café da manhã do outro dia. Um pão, sem manteiga e um gole d´agua.
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