Amo-te como amo meu amar
pela sensação da pele
quando do sol nas manhãs lá de casa.
Amo-te como amo
meu sentimento pela música “quem sabe ainda quer dizer amor”.
Amo-te como amo o que sinto
quando as imagens me invadem ao sentir, mais que ouvir
Lô Borges pelas “Chuva na montanha”.
Amo-te como amo
meu sentimento pelo que falam sobre/pela poesia.
Amo-te como amo o meu querer escrever.
Amo-te, obrigatoriamente, pelo sangue que herdamos.
E pela mágica de Oswaldo Montenegro,
O peso que obriga, então, fora substituído pela leveza da sensação de ser.
E foi ...
você lembra?
... durante a festa de sábado em que você levou seu violão ...
assim, que me apaixonei por você.
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